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Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

Declaração de voto

Estas presidenciais são uma desgraça. Se Ventura tiver tantos ou mais votos do que a AD, transformam-se num pesadelo. Só não chegam a ser uma tragédia porque Seguro vai ganhar.

O clima foi a interferência externa que condicionou imprevisivelmente a segunda volta. Mas mesmo sem ele, nada garante que Seguro tivesse tido a capacidade de suscitar entusiasmo abrangente, popular. Porque o homem nunca foi capaz de o fazer, desde os tempos da JS, e porque ele se convenceu que a sua mediocridade contentinha e soberba é, afinal, o que tem de melhor. Dá para o gasto face a um opositor abjecto. Promete 5 a 10 anos de penoso aborrecimento e inutilidade em Belém.

Mas Seguro não será um Cavaco, Seguro não será um Marcelo. Isso é uma evidência que, em boa justiça, justifica ir votar convictamente em quem não se revelou um patriota ao ter concorrido.

Introdução ao Estado de direito

«Marcelo Neves tem um nome para este mecanismo: constitucionalização simbólica. A Constituição serve de álibi. É invocada, citada, exibida como ornamento discursivo, enquanto os compromissos materiais que consagra não se concretizam. O direito existe no papel para legitimar uma realidade que o contradiz, reinterpretada como inevitável.

A distância entre o constitucionalismo normativo e o constitucionalismo real não é um acidente. É o resultado de escolhas políticas sustentadas por uma retórica que usa a Constituição para legitimar aquilo que ela deveria impedir. O Estado de direito, no sentido substantivo proposto por Gowder, exige mais do que a conformidade formal. Exige que o Estado trate os cidadãos como pessoas cujas necessidades importam, e não como incómodos a minimizar.

A segurança que o Estado de direito promete não é apenas proteção contra a arbitrariedade do poder. É também proteção contra a precariedade. Um Estado que deixa os seus cidadãos expostos à contingência, que os obriga a negociar o acesso a direitos que deviam ser certos, falha a sua promessa básica. A grávida que não sabe se terá um hospital disponível, uma equipa médica de prevenção ou sequer uma ambulância a tempo não vive sob um Estado de direito. Vive sob um estado de álea, ou situação de risco.»


Isto é Estado de direito?

O Ventura salvou a Luzinha e ninguém comenta?

Não costumo acompanhar as redes sociais do Ventura,  mas nesta campanha tenho estado atenta. Estou estupefacta com o silêncio da comunicação social e do comentariado relativamente a um vídeo que o artista em questão publicou hoje. Então o tipo salva um cão abandonado, filma-se com ele ao colo à porta dos novos donos, no caso uma deputada do Chega, e ninguém tem nada a dizer?!

Qual seria o tema do dia,  na badalada bolha mediática, se o protagonista do tal vídeo fosse o líder do PS, por exemplo? Ou o Seguro? Passaria despercebido? O silêncio da comunicação social, perante este tipo de acções do líder da oposição, seria grave em qualquer altura, mas no meio do que o país está a viver é muito revelador.

Não espanta que muitos comentadores, mesmo os que o criticam, façam questão de salientar a espectacular inteligência deste artista. Pois, assim é fácil. Omitem-se episódios como este e destaca-se com medalhas de louvor a sua magnífica eficiência. Com esta benevolência qualquer outro líder partidário faria sombra ao Einstein.

Isto aconteceu no dia em que Ventura apareceu a criticar o Marcelo por se ter ausentado do País. Diz o roto ao nu. Mas diz porque pode,  porque o deixam.

A três voltas

Concordo muito com a Penélope nisto: “Estas eleições presidenciais foram, bem vistas as coisas, uma espécie de armadilha em que Ventura se quis meter.” Porém, a armadilha que está montada com a presa no seu centro poderá não funcionar. Por exemplo, se a percentagem de votos for menor do que 70% para Seguro, não se fechou ou abriu (cada um que imagine o mecanismo da armadilha adequada ao bicho).

70-30 é o mínimo para se dizer que há ferida. 80-20 deixaria Ventura moribundo. 90-10 levaria a uma festança no Marquês e demais poisos de farra pelo País afora. Que está em causa nestas percentagens? O julgamento moral. Seguro ganhar por 1 voto é um triunfo político equivalente a ganhar por 5 milhões de votos. Os seus poderes presidenciais não sofreriam qualquer alteração, é indiferente a contagem das cruzes para o que será o seu primeiro mandato. Ventura perder por números que nunca antes se registaram seria uma estreia no campo da decência comunitária. Pela primeira vez, a comunidade estaria a dizer ao pulha que o seu projecto de violência social e política não era aceitável.

Quem primeiro o devia ter dito não o fez. Esse ser dá pelo nome de Pedro Passos Coelho. Ao ver o CDS a respeitar-se como partido então defensor da democracia, do humanismo e de uma moral do bem comum, nos idos de 2017, o Pedro correu para o palco com Ventura e crismou o candidato a Loures como o primeiro político com a chancela do PSD a poder oficialmente usar a xenofobia e o racismo na retórica e peças de campanha. Nascia o Chega.

A direita, de Passos a Cavaco, passando por Ferreira Leite e Rui Rio, viu o Chega como o aliado imprescindível para denegrir um Costa que parecia imbatível e abocanhar o poder. Ventura podia dizer as maiores alarvidades circenses, havia um mercado crescente na abstenção à sua espera. A estratégia era a de engordar o Chega até ao ponto de desequilibrar o Parlamento para a direita. Daí o processo de normalização de broncos proto-fascistas a reboque do populismo internacional que a direita política e mediática levou a cabo com um sucesso estrondoso. Pensavam que iriam sempre poder controlar a serpente, porque ela era gulosa e celerada. Não iria criar músculo, só banha da cobra.

Temos visto parte desta direita, parte dos seus impérios da comunicação, a castigarem Ventura e a terem brios de pessoas que conseguem reconhecer a miséria moral e o culto do ódio. Vieram tarde mas sempre a tempo. Agora, resta cumprir a originalidade destas eleições presidenciais. Estamos na segunda volta e, a partir das 20h do dia 8 de Fevereiro, também ficaremos a saber qual o resultado da terceira volta, concomitante com a segunda. Na terceira volta está em causa eleger um País capaz de preferir resolver os seus problemas com a inteligência em vez de os agravar com o medo. Será eleito?

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NOTA

Depois de escrever o texto calhou ler Uma votação reforçada em Seguro serve para quê ao certo?, de Ana Sá Lopes (que acho uma lástima como jornalista política, cúmplice dos populismos alarves), que diz, mutatis mutandis, exactamente o mesmo acima escarrapachado.

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Dominguice

Leitão Amaro declarou que o tal vídeo onde é protagonista de actos heróicos, vídeo que apareceu na sua conta do Instagram, “não devia ter sido publicado“. Mais esclareceu que ele foi retirado por ter sido “entendido de uma forma que não era a forma pretendida“, causando “más interpretações e sentimentos de incompreensão“. Ou seja, um problema de hermenêutica levou ao apagamento chocantemente prematuro de uma obra que foi criada com o talento e empenho de vários profissionais da imagem e do som. Estamos perante duas justificações que não aparentam ter conexão entre si. Por um lado, há a reacção infeliz do público, manifestamente incapaz de atingir a sofisticação e beleza da narrativa e suas ponderosas mensagens. Por outro, fica o enigma a respeito de quem terá violado a conta de Instagram do ministro, indo lá colocar cinema de autor com nenhum apelo comercial. Ainda mais intrigante é a seguinte hipótese, suscitada pelas ambíguas palavras de Leitão Amaro: a de que a intenção original talvez fosse a de nunca publicar o vídeo, ficando a peça para fruição privada no seu círculo familiar e de amigos. Seriam os únicos a poder aplaudir a estrela em mangas de camisa. Projecto boicotado com a publicação.

Tenho uma outra hipótese explicativa, que me parece muito mais realista dada a reconhecida seriedade, honestidade e coragem do senhor em causa. Que é esta: Leitão Amaro não fazia a menor ideia de que estavam a produzir o tal vídeo acerca da sua pessoa ao leme da governação no meio da tempestade, ele nem sequer conhecia o marmanjo que estava a filmar com o telemóvel. E daí o seu nervosismo, as unhacas roídas, os telefonemas para este e aquele na ânsia de querer saber quem era o gajo do telemóvel que não o largava e que raio fazia ele no seu gabinete. Acima de tudo, uma dúvida dilacerante atormentava o seu espírito e enchia-lhe de aflição o peito, como as imagens captadas exibem com impressionante comoção. Esta: “Se isto é mesmo para um vídeo catita, será que vou aparecer a cores ou a preto e branco?”

Bons e xenerosos

«Quer isso dizer que ninguém à direita te mereceria admiração moral? É só uma curiosidade.»

Agradeço a pergunta. Cingindo-me só a Galiza : Gostaria muito que assim fosse. Pois uma direita organizada e moral para o conceito de nação política galega é imprescindível. Houve e há uma grande tradição de nomes que cumprem esse requisito, mas estão já na história. No caso de valorizar a uma pessoa política pela sua moral, acho que não sou sectário, pois ainda que pareça virar, e vire, para a esquerda, não tenho, ataduras nem reparos em admirar, seja quem for, o bom fazer e estou co olho posto nos personagens da direita ou do centro. No caso de desejar o melhor para Galiza no desenvolvimento de nação política e cultural qualquer que ararar com esses bois, é prá mim, um dos “bons e xenerosos”, conceito moi usado no nacionalismo e galeguismo histórico para definir as pessoas com “moral”.

Postos assim, ainda a risco de ser um pouco maçado no relato, citarei :
Afonso Daniel Rodriguez Castelao: pai do nacionalismo moderno. Médico, artista pintor, saltou a areia política como necessidade de mudar as condições de Galiza e os seus cidadãos. Na procura dum mundo próprio para os galegos, dentro de Espanha, era um homem de centro e mais tarde de centro esquerda que liderou o ressurgimento galego nos tempo da República e que ninguém discute hoje, desde a direita a extrema esquerda, a sua liderança, luta e moral pelos ideais de todos os galegos. Ministro da vencida República, era pragmático, possibilista e homem de paz. Morreu no exílio em Argentina depois duma vida cheia de moral, laica, social, respeito os direitos mais fundamentais das nações e das pessoas.

Ramón Otero Pedraio: católico, fidalgo, intelectual, professor. Companheiro de Castelao no partido galeguista da época republicana, respeitado como figura emblemática, honesta, com uma moral católica e profundo sonhador e activista duma Galiza dono de se mesma. Ninguém hoje duvidaria do seu magistério, liderança para o nosso país e respeitado por todas as camadas sociais.

Manuel Fraga Iribarne: Ora essa. A quem me chame contraditório, palerma, pateta, andar na bebedeira ou algum dos muitos adjectivos tão sonoros e habituais neste blog, produto da variedade e riqueza da língua portuguesa. Será compreensível, e tal vez acho que apropriado, no entanto, seria mui injusto receber o apelativo de sectário. Este homem ( para dar contexto) foi ministro com Franco. Mente privilegiada, catedrático, homem de acção, visceral nas formas, era todo o contrario do estereotipo que os espanhóis têm de nós os galegos ( estereótipos nada positivos, mas essa é outra história). Foi o grande líder da direita espanhola depois da morte de Franco, ainda que o Rei não contou com ele para dirigir a transição, mais tarde fundaria o actual partido da direita o PP, actualmente na oposição. De família humilde, emigrante durante a sua infância na Cuba, foi um avançado e reformador na ditadura ( do pouco que se podia). Depois de dois intentos para atingir o poder para Presidente do Governo de Espanha, desistiu da liderança da direita espanhola e apresentou-se na Galiza para ser presidente da Xunta de Galiza. Foi Presidente quatro legislaturas. Tinha, política mente, essa dupla personalidade de ser para uns o grande líder espanhol e para outros, os galegos, um homem que representou a Galiza dentro de Espanha com personalidade e valentia que nos entendia, que sintonizava co país, que era um dos nossos. Tal vez fosse populismo e tactismo, no entanto o coração não engana. Nos seus governos havia nacionalistas ou galeguistas de direita e dentro deste jogo fez políticas avançadas e manifestou-se ele, de forma supressiva, como um líder da ideia da Galiza, da língua, do ser, e da gestão dos nossos recursos. Essa é a parte positiva além de que no plano moral, e de honestidade pessoal e política ninguém duvidava. Nunca tive, nos muitos anos de actividade política, suspeita de corrupção. Conseguiu boas relações com a esquerda nacionalista, coas elites económicas e culturais, e pode-se dizer que atingiu ser respeitado moralmente pela sociedade em geral. A sua figura era moi respeitada tanto na Galiza como em Espanha e isso dava sempre um plus de categoría a Galiza.

Depois a parte negativa, dizer que gostava do culto a sua personalidade o que fazia que misturada a sua grande vocação política e o seu narcisismo, fizera políticas populistas e mentíreis por vezes. Que não fiz reformas profundas e que o seu lado cresceu o clientelismo e o caciquismo secular. Que havia um partido nacionalista de direitas galego que ele conseguiu atrair para si e pouco a pouco ficarão mergulhados no seu grande partido. Foi isto uma grande mágoa para a política galega, pois um partido nacionalista como têm bascos e catalães e necessaario. Embora o seu poder atraente ganhou e os parvos perderam, eis a questão da vida. Depois, perdeu uma legislatura e deixou Galiza. Os seus voltaram a ganhar com Nuñez Feijoo a Xunta e até de agora. Neste caso calha a perfeição, o dito popular de quem melhor era o mão conhecido pelo bom por conhecer. Deixou um baleeiro grande na política galega e chegou a vacuidade, a indigência intelectual e a pilhéria de quem hoje pretende, desde a oposição ser presidente do governo de Espanha.

Todos mortinhos, mágoa. Hoje ando a buscar em Galiza, e não encontro. Depois de Fraga os medíocres e ordinários ocuparam e ocupam o poder “daquela maneira” que não seja prioridade nenhuma Galiza como ente política e a defensa da língua, a economía e a cultura galegas. São mandados, gestores de alguém, e obedintes as consignas do seu partido em Madrid. Priorizam políticas populistas para a sua clientela e o mantenham-se no poder controlando como seja os meios de comunicação, públicos e privados. Pouca moral. Eles não têm toda a culpa.
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Oferta do nosso amigo reis. Para entender o contexto, ler este seu primeiro comentário.

Os gatafunhos da Clara Ferreira Alves e coleguinhas

Para esta ilustre intelectual da nossa praça, o impacto da tempestade Kristin foi maior na região de Leiria do que em Lisboa e no Porto porque Leiria é uma cidade pobre. Ficámos, portanto, a saber que as árvores da região centro tombaram por serem pobrezinhas e que as de Lisboa e do Porto se mantiveram de pé por pertencerem a outra classe, são árvores ricas. Pedir a esta senhora para falar sobre o fenómeno que atingiu o País é pior do que pedir a um analfabeto que pegue numa caneta e escreva um poema,  é que o analfabeto pode ter alma de poeta.

Os colegas de programa revelaram, igualmente, que não gastaram um minuto a prepararem-se para falarem sobre este fenómeno. Caso contrário, podiam ter explicado à Clara que o impacto foi maior na região de Leiria porque foi por aí que passou o núcleo da tempestade e que se o mesmo tivesse passado por Lisboa ou Porto, muito provavelmente, estaríamos perante uma catástrofe ainda maior.  Não só por haver mais edifícios e estruturas para destruir como muito mais pessoas a circularem na rua àquela hora. Em vez disso, tentaram convencê-la, sem sucesso, de que Leiria não é uma cidade pobre…

Isto fez-me pensar na mensagem que a Protecção Civil enviou à população. Perante este nível de ignorância e iliteracia, que é generalizado, será suficiente avisar que se aproximam ventos de 140 Km/h, como se a população soubesse o que isso significa?

 

 

Obrigado, Leitão Amaro

Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro. Obrigado, Leitão Amaro. Muito obrigado, Leitão Amaro. Obrigadíssimo, Leitão Amaro.

Santa hipocrisia

«Antes da primeira volta já eu tinha escrito um artigo em que dizia que não iria votar em André Ventura “porque sou um cristão substancial e não um cristão cultural". O cristão substancial sabe que as interpretações das Escrituras dão para quase tudo, excepto para isto: fingir que não se tem de amar o próximo como a si mesmo. O cristão substancial é simplesmente aquele que leva a sério a crença de que todo o ser humano tem em si uma centelha de divino – e por isso não pode ser humilhado, maltratado, desprezado.»

Caluniador profissional pago pelo Público

Se a pulhice pagasse imposto, teríamos o salário mínimo nos cinco mil euros, todas as escolas públicas com piscina e um hospital em cada bairro. Este fulano tornou-se numa estrela da indústria da calúnia precisamente porque escolheu a violência – muitíssimo bem paga – de atentar contra os direitos de personalidade, e outros, dos alvos políticos que lhe apareciam na mira. Para tal, foi explorador e amplificador de crimes cometidos por magistrados e jornalistas. Com isso provocou sofrimentos incomensuráveis nas pessoas que perseguia directamente, e que continua obsessiva e venalmente a perseguir, assim como nos seus familiares e amigos.

O exercício da difamação e da calúnia é permitido pelo Deus dos “cristãos substanciais”? A César o que é de César, pelo que se pode pecar à-vontadinha nos jornais e televisões e depois papar a hóstia e curar a diabolização em curso?

Na origem do Estado de direito democrático está o liberalismo como filosofia. Neste, nas suas origens, Deus é convocado para fundamentar os direitos inalienáveis de cada um, os direitos naturais. O que até então tinha sido um exclusivo privilégio de sacerdotes e reis passava a poder ser apanágio do mais miserável à nascença. Não é preciso acreditar em qualquer entidade divina para aceitar que o humanismo consiste em não fazer ao outro o que não queremos que nos façam a nós, por um lado, e em fazer ao outro o que queremos que nos façam a nós no plano dos direitos e garantias, a dimensão da liberdade, pelo outro. É o amor à lei, como expressão da civilização onde queremos viver juntos.

Ventura não tem hipóteses nem como PR nem como primeiro-ministro e, com o exemplo do Trump, o Chega só se desvanece

Se considerarmos o número significativo de notáveis e não notáveis que votaram em candidatos da direita democrática nas eleições presidenciais e o número de notáveis e simples votantes que vão mais uma vez rejeitar André Ventura (antigo comentador de futebol) liminarmente na segunda volta, é lógico apostar em que, numas legislativas, nem que os líderes dos partidos de direita sejam o equivalente à Miss Piggy os eleitores de direita irão votar no Ventura. Estas eleições presidenciais foram, bem vistas as coisas, uma espécie de armadilha em que Ventura se quis meter. Não presta para as instituições e demasiada gente vê, e viu, que não presta. E expressa-o nas urnas. Ventura vai para o palco e para todos os palcos para onde puder ir. No entanto, apenas mostra que o que quer é ludibriar, insultar, desestabilizar e utilizar a violência. E, pessoalmente, tornar-se ditador como o Salazar, esse indefectível das missas e da tortura aos contestatários. Voltar aos tempos do cardeal Cerejeira. Benzeduras por um lado e repressão e prisões por outro. Será isto um transtorno? Não sei. Ventura é um charlatão. Mas não vai ter sorte nenhuma.

Ao contrário do que se lê de vez em quando em escritos de pessoas muito sérias que acham que há razões políticas e sociais ponderáveis para muitos cidadãos apoiarem um aldrabão daquele calibre e que, se forem corrigidas as desigualdades o problema do populismo desaparece, os eleitores do Chega não são os ressentidos do sistema. Ressentimentos toda a gente mais ou menos tem e não é por isso que se olha para o autointitulado “quarto pastorinho” e se vê nele um personagem promissor enquanto primeiro-ministro, capaz de melhorar a vida de quem quer que seja. O mais provável é que, quem olha para ele com interesse, ache que ele é um justiceiro a puxar para o carniceiro e isso é bom (há muito sádico), ou que terá um emprego garantido ou lucros chorudos (ver o que se passa com Trump e os seus financiadores) ao apoiar a criatura e ao ser visto a berrar ao lado dele. Ventura e os seus equivalentes noutros países dedicam-se à venda de banha da cobra e encontraram na questão da imigração (que tem algo que se lhe diga, na verdade, tendo sido levianamente tratada em muitos países) e nos casos de transgressões de alguns políticos uma oportunidade para dizerem que são diferentes para melhor (mas na verdade para pior) da chamada “corja que nos governa desde o 25 de Abril”, prometerem o paraíso (militarizado), suscitarem raivas e ódios, despertarem o pior de cada um, e conquistarem votos entre os mais desinformados. Isto apesar de um olhar atento ao séquito do grande chefe não poder tranquilizar ninguém quanto à lisura dos respectivos comportamentos nem quanto às suas qualidades intelectuais e humanas. São maus e qual deles o pior. As redes sociais ajudam estes populistas por serem as plataformas de excelência para o escárnio e maldizer e por terem trazido à tona, e dado voz, a todo o lixo humano e ignorância que sabíamos existir.

Quanto lixo existe em Portugal além de 23% não sabemos ainda, mas diria que não haverá muito mais. A tal Miss Piggy da direita portuguesa coligada ganhará sempre ao Ventura. Como a possibilidade de aparecer na direita tradicional um Ventura dissimulado e com boas maneiras é remota (para já porque não teria a sua audiência, que gosta da má-criação) e, mesmo que surgisse, seria muito mal recebido pelo já declarado candidato a ditador, o Ventura estará condenado a liderar o Chega e a sonhar com a ditadura enquanto o problema da imigração se vai resolvendo. Os “ressentidos”, já agora, incluem muitos bolsonaristas brasileiros, como a advogada do grupo 1143.

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Patients tried everything for depression then this implant changed their lives
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A common painkiller may be quietly changing cancer risk
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High BMI Could Increase Dementia Risk, Study Finds
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MRI scans show exercise can make the brain look younger
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AI can beat average human creativity — but the most imaginative minds are still unmistakably human
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Dominguice

Se tivéssemos de identificar uma autoridade moral em Portugal, quem seria? O problema começa a montante: seria possível chegarmos a acordo do que significaria ser-se uma autoridade moral? Obviamente que não. Mas imaginando esse impossível, e calhando a definição ter fundamento e coerência, resultaria fatalmente inglório ir à procura de tal ser. Moralmente, não se conhece quem seja confiável, constante, corajoso. Há exemplos que se aproximam, cada um se lembrará dos seus, mas não existe uma figura que tenha reconhecimento comunitário nessa dimensão por palavras e actos. Não existe nas religiões, na justiça, na academia, na política, nas artes, no mundo das empresas e do trabalho, na imprensa.

Grave? Não. Grave é ir à rua, perguntar a quem passa o que seja a moral, e descobrir que quase ninguém elaboraria uma resposta acima da indigência intelectual.

Puta que pariu foda-se caralho

Advogados rejeitam proposta do Governo sobre multas por atrasos na justiça

Isto está a acontecer contando com o silêncio cúmplice do sistema partidário, do editorialismo e do comentariado.

Um Governo propõe uma medida lesiva dos direitos dos cidadãos e da prática da advocacia só para tomar partido perante um processo na Justiça que está a decorrer. A Operação Marquês sempre foi um processo político por decisão dos poderes políticos na Presidência, Governo e Parlamento em 2013 e seguintes. Em 2026, atinge o zénite do despudor.

Como tal se tornou possível? Porque o regime e a sociedade não só aceitam como querem que haja uma condenação independentemente de ter ou não sido feita a defesa de Sócrates num processo justo em que se cumpra o Estado de direito democrátco e a Constituição.

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