Ataca? Não ataca? Mudança de regime? Destruição do programa nuclear? Pois é. Por que razão se mandam os maiores porta-aviões para as imediações do Irão, se mobilizam as bases militares, se chegam a fechar aeroportos de vários países do Médio Oriente e depois… nada?
Tenho que chamar para a conversa o depravado Epstein. As suas ligações e de muitos do seu círculo de “amigos” à Rússia de Putin são agora mais do que evidentes. Diz-se que era um agente, pago a peso de outro. As fotos e os vídeos chocantes, os e-mails e os telefonemas mais do que comprometedores constantes dos ficheiros, apesar de todas as ocultações, tornam tudo bem claro. O FSB, através de Epstein, gizou um plano mirabolante de controlo dos políticos e empresários americanos (e não só) que vai ficar nos anais da História. Para já, pelo silêncio que suscita, mais tarde se verá se os efeitos da chantagem perduram e o mundo se torna num lugar sinistro e aterrador, controlado por uma seita de criaturas malévolas e dementes.
Penso que ninguém a não ser uns milhares de alheados ou fanáticos americanos duvida das ligações de Donald Trump a Epstein e deste, e dos dois, ao Kremlin. Todos os sinais estavam lá. Agora apenas se confirma. Portanto, o presidente dos EUA está nas mãos do presidente russo e foi eleito duas vezes graças à sua ajuda, no culminar de um plano urdido a longo prazo.
Falemos agora no Irão. Grande aliado da Rússia. Para a guerra na Ucrânia, os Ayatollahs fornecem milhares de drones e mísseis. O eixo Rússia-Irão-China-Coreia do Norte está sólido. Dir-se-ia que a Rússia jamais permitiria que Trump tentasse depor os Ayatollahs com o fim de instalar no poder um governo pró-ocidental (e sobretudo anti-russo). Não é? É… mas pode não ser. A conjuntura é mais complicada do que parece: neste momento, não podemos afirmar que os Estados Unidos façam parte do chamado “mundo ocidental”, que inclui democracias como o Japão, a Austrália ou a Coreia do Sul. Para Trump e o seu bando de poderosos malfeitores, tal não existe. É um conceito que não lhes diz nada, se é que entendem sequer a palavra “conceito”. O mundo ocidental, democrático, versus os regimes ditatoriais (chinês, russo, etc.) do resto do planeta é uma divisão sem sentido para os mentores do movimento MAGA e adeptos de ditaduras. Sendo assim, tal como na Venezuela se manteve o regime pró-russo do Maduro, agora sem Maduro, com certeza depois de negociações com o Kremlin, também no Irão talvez se possa fazer algum negócio com os russos de modo a tirar de lá os sinistros líderes para aliviar as tensões sociais. Como Trump hesita… quem sabe as negociações estão difíceis? É melhor talvez tratar da ameaça nuclear e o regime fica para um dia, quem sabe. No final de contas, também não deve interessar aos russos um Irão com armas nucleares e esse é um ponto comum. Tudo patina quanto à mudança de regime, portanto.
Mas e os israelitas? Não se livram do Hamas, do Hezbollah, dos Houthis?
Israel tem todo o interesse em que os Ayatollahs sejam corridos e que o regime respectivo deixe de financiar os movimentos islamistas terroristas seus vizinhos e inimigos. Israel tem todo o interesse em que os Estados Unidos ataquem o Irão com eficácia. Entretanto, corre a teoria também de que o Epstein agiria a soldo da Mossad (afinal o seu “sogro” e iniciador Robert Maxwell está sepultado no cemitério do Monte das Oliveiras em Jerusalém) e que o material comprometedor de que esta organização dispunha por via do Epstein implicava uma defesa incondicional do Estado de Israel por parte de Trump. Daí os recentes avanços da tropa. Depois da carnificina de civis aquando dos protestos no Irão, Trump declara que vai atacar. Monta o cenário para tal. Apesar disso, até agora, nada. Dá vontade de perguntar “qual é a dele afinal”?
Podem dizer que não é fácil, porque o regime iraniano está bem armado e pode causar danos graves em Israel. É verdade. Mas os trumpistas não sabem disso? Não sabem que não há alternativa viável para já aos Ayatollahs e que, da última vez que ripostaram, não foram meigos? Então porquê as movimentações? É só pela questão nuclear? E os milhares de iranianos assassinados? E o Nobel da Paz? (não vale rir)
Os interesses da Rússia e de Israel são neste momento incompatíveis no que toca ao Irão, actualmente um aliado da Rússia. Se Epstein trabalhava para o FSB e ao mesmo tempo para a Mossad e estas duas organizações têm Trump e a sua pandilha na mão, temos aqui um imbróglio. Aqui e no mar de Oman.
Faço conjecturas, sim, mas avisei que ia fazer. As relações internacionais estão a modos que caóticas desde que um desvairado ignorante e em declínio mental chegou ao poder nos States, sendo irresistíveis as especulações.
O Seguro já ganhou?



